Estância São Lucas é reconhecida pelo IBAMA como Área de Soltura de Animais Silvestres – ASAS
No dia 19 de julho de 2024, a Estância São Lucas, em Guaçuí, Espírito Santo, recebeu um reconhecimento de grande importância para a história do trabalho de conservação desenvolvido na
propriedade: o cadastramento oficial pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA como Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), sob o registro ASAS-ES-147-02.
O reconhecimento significa que a Estância São Lucas foi considerada apta pelo órgão ambiental federal para ser utilizada na soltura de animais silvestres provenientes de apreensões, resgates e entregas espontâneas ao Poder Público.
Mais do que um documento, esse cadastramento representa a confirmação de um trabalho que começou muito antes.
Ao longo dos anos, áreas anteriormente degradadas da propriedade foram recuperadas, nascentes foram protegidas e milhares de árvores foram plantadas. Projetos de restauração ambiental ajudaram a recompor a vegetação e a criar novamente condições de abrigo, alimentação e reprodução para a fauna.
Foi nesse ambiente em recuperação que nasceu também o Projeto Liberdade, por meio do qual a Estância São Lucas passou a colaborar com a devolução de animais silvestres à natureza.
Ser uma ASAS traz, portanto, uma responsabilidade muito especial. A soltura não representa apenas abrir uma caixa e deixar um animal partir. Representa oferecer um ambiente capaz de recebê-lo e permitir que ele volte a exercer seu papel na natureza.
Entre as espécies que simbolizam esse trabalho está o papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha), espécie ameaçada de extinção e escolhida como espécie guarda-chuva do Projeto Liberdade. Ao lado dele, muitas outras aves, mamíferos, répteis e quelônios já tiveram na Estância São Lucas uma oportunidade de retorno à vida livre.
O próprio documento emitido pelo IBAMA registra o agradecimento à iniciativa do proprietário e ressalta “a importância de sua ação para a proteção da fauna silvestre brasileira”.
Para nós, essas palavras têm um significado muito especial.
O reconhecimento da Estância São Lucas como Área de Soltura de Animais Silvestres mostra como a recuperação de uma propriedade pode produzir resultados que vão muito além de seus limites. Quando a floresta retorna, voltam o alimento, o abrigo, os locais de reprodução e, pouco a pouco, a própria fauna encontra novamente seu espaço.
É a confirmação de uma ideia que acompanha nossa caminhada há muitos anos:
recuperar a floresta é também devolver espaço à vida. E devolver um animal à natureza é dar a ele aquilo que nunca deveria ter perdido: a liberdade.
João Batista de Oliveira Gomes
Estância São Lucas – Projeto Liberdade
Guaçuí – Espírito Santo

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